Rastro de
ódio valeu por ceder essa entrevista para agente da LX CREW .
Para começar quando a banda começou ?
Para começar quando a banda começou ?
Tosco: Nós que agradecemos a força Rodrigo. O Rastros De Ódio
começou suas atividades agora em novembro de 2012. Minha ultima banda punk
tinha sido a Embrião de 99/2000 a do Plank tinha sido a Legítima Defesa também
dessa época.
e você Tosco
já esta na cena a bastante tempo quais são as principais mudança no punk que
você reparou ?
Tosco: Mano, o movimento tem se esfriado por um tempo, antes
a galera punk tinha muita atividade por aqui os caras eram mais ativos e também
mais dispostos a fazer acontecer, muitas comunas, reuniões, eventos, shows,
panfletagens, ações diretas . Existiam muitas ocupações de espaços urbanos que
viravam casas de atividades políticas e artística hoje não existem mais estas
ocupações. Meus velhos amigos punks como o Ameba (Atack Epiléptico), Fumaça,
Monstro, Impregnante, Punkquito, Gabriel, Gordo, Axel, Rubão, Max, meio que
sumiram, não vejo a galera com tanta frequência porque cada um foi prum lado, o
final dos anos 90 foi meio sinistro pra todo mundo, é uma coisa que não sei
explicar, mas aconteceu a separação de tudo e de todos. Quando converso com
amigos de outros estados vejo que isso não rolou só aqui em Beagá, foi geral,
aconteceu na forte cena da época em Santos, em E.S. em SP, Rio, Curitiba,
geral... Mas vejo alguns punks novos na cidade apesar de não conhece-los
pessoalmente acho importante essa continuação, o movimento não pode morrer
jamais, só espero que estes novos estejam fazendo algo de importante além de
andar no visual e que também respeitem os mais antigos.
Tem dicas de
livros?
Tosco: Eu leio de tudo, cara, o importante é ler coisas
relevantes pra sua formação política/social, não perco tempo lendo ficção. Um livro
que gosto muito e indico entre tantos é: As veias abertas da America latina de
Eduardo Galeano e todos os quadrinhos de Jacques Tardi.
Quais são as influencias da banda tanto ideologia e musical?
Tosco:
Eu não sigo nenhuma ideologia política, porque política é uma merda cara, não
acredito em nada que tenha que passar pela burocracia da política, é claro que
dentro de tantos ‘’ISMOS’’ sempre fui mais simpático
ao anarquismo, mas isto não significa que também será a solução da raça humana.
O ser humano nasceu pra ser mau, ganancioso, perverso, egoísta, essa é nossa
sina, muito pouco de nosso espírito é voltado para o bem comum. Nunca nada será
perfeito e harmonioso, o que devemos é tentar fazer com que as coisas sejam
menos ruins do que estão.
Plank: Influencia do
caos. A paz não existi...
Tosco:
Tem muitas bandas que nos influenciam então é
melhor dizer os gêneros que fazem isto, são eles, o Punk-Rock, HC, Grind, Noise e Thrash...
Plank: E qualquer outra coisa q possa aterroriza a
merda da sociedade!
Como você ve
a cena ai na quebrada de você?
Beagá sempre teve uma cena pequena, porém de revelar muitas
bandas, algumas com ideais outras apenas Forfun. Acho que o único período em que foi mais forte
foi na época de todas aquelas bandas da Cogumelo. Mas também tivemos uma boa
cena hardcore nos anos 90. Atualmente a cena esta crescendo novamente muitas
bandas competentes surgindo, claro que a maioria de Thrash, Death, Black metal,
pois aqui é o berço deste gênero. O mais difícil aqui sempre foi o espaço, não
temos casas de shows, na verdade casa underground mesmo que abre espaço pra
bandas autorais só conheço o Matriz e mesmo assim....
Plank: É fraca precisamos de mais de lugares para
tocar.
Tosco: Com certeza.
Como é formada a musicas da banda?
Tosco: Eu tive muita dificuldade no inicio para
encontrar pessoas interessadas e comprometidas em compor uma banda séria de
ideologia, por isso criei e compus todas as letras e músicas. Depois que o
Plank entrou estamos nos entrosando pra criarmos as musicas junto. O baterista
nunca tem tempo de estar neste processo então depois que eu crio a guitarra e o
ritmo ele encaixa a parte da bateria.
Na letra
"O Ser Humano é Mau " vocês tem o pensamento misantrópico ?
Tosco: Sim é quase isso, inclusive temos uma música neste
disco que se chama misantropia. Apesar de ser um conceito forte é por ai que a
raça humana está caminhando, induzindo um ao outro de se tornar misantrópico.
E qual é a
linha do som de vocês?
Tosco: As letras da banda são esbravejadas com muito ódio e condena toda forma de racismo e preconceito, destilando também as mazelas e atrocidades políticas e sociais de nosso país e do mundo. A linha de expressão das letras tem um ar irônico, lírico e contestador, quase niilista. Apesar de toda injustiça que nossos olhos estão cansados de ver e o sentimento de que no fundo nada mais parece ter solução, ainda sim resta um rastro de esperança que depositamos na massa oprimida. Pois acreditamos que apenas dela e só por ela, este mundo possa vir a ser melhor algum dia e que toda e única revolução virá do povo oprimido.
Tosco: As letras da banda são esbravejadas com muito ódio e condena toda forma de racismo e preconceito, destilando também as mazelas e atrocidades políticas e sociais de nosso país e do mundo. A linha de expressão das letras tem um ar irônico, lírico e contestador, quase niilista. Apesar de toda injustiça que nossos olhos estão cansados de ver e o sentimento de que no fundo nada mais parece ter solução, ainda sim resta um rastro de esperança que depositamos na massa oprimida. Pois acreditamos que apenas dela e só por ela, este mundo possa vir a ser melhor algum dia e que toda e única revolução virá do povo oprimido.
Quando ira
sair os materiais de vocês e ja pensam em algo para o futuro?
Tosco: Vamos lançar nossa primeira demo com 5 músicas, até
o final de junho. A banda já tem 12 músicas, e pretendemos lançar nosso
primeiro disco com 12 ou 13 musicas ate o final deste ano.
Para vocês da banda qual é importância do DIY e das produções no meio aonde esta meio escasso em varias cenas ?
Tosco:
de total importância, foi através do DIY que a cena alternativa se estabeleceu,
bandas com ideais não podem ficar a mercê de produtoras e gravadoras
capitalistas, temos que ter nossos próprios mecanismos de divulgação e
sobrevivência, e boicotar essa
corporação mainstream. Só que nem toda banda quer viver no caminho underground,
passam por ele e logo querem estar nas mãos dos empresários bilionários.
A presença de grupos fascistas na cena de vocês ou já tiveram algum caso de violência ?
Tosco: Hoje
é mais difícil aparecer, mas nos anos 90 tinha muitos. Já brigamos muito com
carecas aqui em BH, eles invadiam os shows e o pau comia. Hoje estes babacas
estão mais reservados, não dão as caras nos eventos, se der vão morrer.
Divulgue outras bandas da cena de vocês ?
tosco: temos poucas boas bandas aqui, tem o Tormento que esta fazendo um puta som Thrash metal de qualidade, tem o Agravantes uma banda de São João del Rei – MG, muito foda o trampo deles, tem o Declínio Social de Divinópolis – MG que também é fudido de bão. Tem o lendário Atack Epileptico que nunca acabou, enfim... Em Beagá mesmo não tem muitas bandas punks no momento, mas nos interiores temos uma pá de bandas punks que se juntar dá um festival do arregaço.
Abro o
espaço para as ultimas palavras , mas uma vez obrigado pela entrevista!
Tosco: pó valeu parceiro,
estamos ai. Agradeço pelo espaço e espero que o pessoal ai que leu a entrevista
procure saber mais sobre o Rastros De Ódio, estamos no facebook e no myspace pra
quem quiser conferir nosso som é só digitar o nome da banda. Força total as
pessoas que fazem algo de verdade pela cena e pelo mundo em geral. Quem quiser receber informações do nosso
trabalho e da demo que vai sair, escreva pro nosso email: rastrosdeodio@gmail.com vamos responder com prazer.
Plank: Agradeço a toda consciência punk... É por ela q ainda to vivo !
OBS: O baterista Niel não pôde estar presente na hora da
entrevista.
30/05/13
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